Publicado por: socorrismo12d | 25 de Maio de 2010

Inalação de Gases

O contacto com gases é frequente. O gás doméstico, o amoníaco ou gases do escape dos automóveis são algumas fontes de perigo.

Quando há uma inalação excessiva de alguns gases tóxicos verifica-se:

  • perda de lucidez
  • a vítima pode ficar confusa, atordoada, ou inconsciente e mostrar-se pouco cooperante

Quando nos deparamos com uma vítima de intoxicação por inalação de gases devemos:

  • eliminar a fonte de gás
  • arrastar a vítima para o ar livre
  • confirmar se a vítima respira e caso isto não aconteça, devemos fazer respiração artificial à vítima.
  • estabelecida a respiração, devemos colocar a vítima em posição lateral de segurança
  • chamar uma ambulância.

Publicado por: socorrismo12d | 17 de Maio de 2010

Uma gota de ajuda

Dia 4 de Junho durante a tarde, vai haver uma recolha de sangue na Escola Secundária Dr. Joaquim de Carvalho, organizada pelo nosso grupo.

Se tens mais de 18 anos e menos de 65 (ou 60 caso seja a primeira vez que dás sangue), mais de 50 Kg e não tens medo de dar 450ml de sangue dos 5 a 6 litros que tens, aparece e ajuda!

Qualquer dúvida é só comentar!

Publicado por: socorrismo12d | 26 de Abril de 2010

Hemorragias

Hemorragias

            Quando algum vaso sanguíneo se rompe, o sangue sai através do local de rotura e perde-se, a essa saída de sangue dá-se o nome de hemorragia.

           Quando a vítima tem uma ferida aberta que sangra abundantemente. O sangre jorra tipo jacto ou flui de forma contínua:

 O que fazer?

  • Pedir a vítima que aplique pressão directa na ferida de forma a tentar parar a hemorragia;
  • Aplicar um penso compressivo para parar a hemorragia.

 

 

 Hemorragia Nasal

        A vítima começou a sangrar pelo nariz espontaneamente:

O que fazer?

  • Colocar a vítima com a cabeça direita, no alinhamento do corpo, não inclinada para a frente, para evitar aumento do fluxo de sangue à região do nariz, ou para trás, para prevenir a aspiração de sangue para a via aérea;
  • Fazer compressão com os dedos polegar e indicador em pinça, apertando as extremidades das narinas durante cerca de 10 minutos;
  • Aplicar frio no local através do uso de gelo não directamente sobre a pele;
  • Promover o transporte ao hospital, se necessário.

Publicado por: socorrismo12d | 26 de Abril de 2010

Cãibras

Cãibras

         Cãibras são contracturas exageradas das fibras musculares causadas por fadiga muscular decorrente do excesso de trabalho (overtraining), vícios de postura e falta de nutrientes minerais ou de vitamina D.

           As cãibras constituem um mecanismo de alarme através do qual o corpo defende os músculos de esforços adicionais que poderão causar danos, mais concretamente lesões musculares.

          Apesar de existirem muitas causas para cãibras musculares, grandes perdas de sódio e líquidos costumam ser factores essenciais que predispõem os atletas a cãibras musculares.

         O sódio é um mineral importante na iniciação dos sinais dos nervos e acções que levam ao movimento nos músculos por isso um défice desse elemento e de líquidos pode tornar os músculos sensíveis.

        Sob tais condições, uma leve tensão e um movimento sub consequente podem provocar a contracção do músculo e fazem com que este se contorça oncontrolavelmente.

                           Sinais:

  • Dor local
  • Edema
  • Perda de força
  • Dificuldade em mexer a zona lesionada
  • Dureza ao toque
  • Espasmos musculares

 

                        1º Socorro

  • Alongar a zona do musculo afectado
  • Descansar
  • Aplicar gelo no local

 

                      Não se deve fazer:

  • Massajar os músculos que estão lesionados
Publicado por: socorrismo12d | 26 de Abril de 2010

Crise de Asma

Crises de Asma

       Na maior parte das crises de asma, embora angustiantes, não ameaçam a vida. Contudo, por vezes, ocorrem casos particularmente graves e mesmo fatais.

       A sua patologia está relacionada com o edema da mucosa brônquica, à hiperprodução de muco nas vias aérias, com consequente diminiução do seu diâmetro e edema dos brônquios e bronquíolos.

                      Causas:

  •  Inflamação das vias respiratórias de origem infecciosa;
  • Alergia a várias substâncias, incluindo os ácaros, pêlos ou penas de animais, pólen e alguns alimentos.
  • Também a ansiedade ou o nervosismo podem desencadear crises em certas pessoas.

 

                   Sintomas:

  • Respiração ruidosa e sibilante.
  • Tez pálida ou cinzento-azulada.
  • Gotas de suor na testa.
  • Expressão angustiada
  • Numa crise prolongada, confusão mental devido à falta de oxigénio
  • a vitima debate-se para respirar e é frequentemente encontrada sentada e curvada sobre si própria.

   

                        O que fazer?

  • Proporcionar à vitima uma posição cómoda e confortavel de modo a facilitar uma melhor ventilação.
  • Pode abrir uma janela, mas mantenha o quarto aquecido.
  • Se tiver de a transportar para o hospital, leve-a sentada à frente, em vez de a deitar no banco traseiro do automovel.
Publicado por: socorrismo12d | 25 de Abril de 2010

Queimaduras

Queimaduras

A gravidade de uma queimadura depende do seu grau de profundidade e da extensão da área atingida. Deve ter em conta os seguintes procedimentos:

Nunca:

– utilize pensos adesivos;

– coloque pomadas, gorduras ou loções;

– toque ou rebente as bolhas;

– retire nada que tenha aderido à queimadura.

Queimadura na boca:

– dê à vítima um cubo de gelo ou um sorvete para chupar.

Queimadura com cerca de 5 cm de diâmetro:

– retirar relógios, anéis ou roupa antes da zona inchar;

– se doer muito será, provavelmente, superficial, por isso deixe correr água fria sobre a zona durante algum tempo e cubra a queimadura com um pano limpo, de preferência sem pêlo;

– caso a zona fique cinzenta, a pele caia ou fique carbonizada e não doa muito será, provavelmente, profunda e grave, por isso desloque-se imediatamente ao médico.

Queimadura com mais de 5 cm de diâmetro:

– retirar relógios, anéis ou roupa antes da zona inchar;

– arrefeça a queimadura colocando sobre água fria a correr, cubra-a com um pano limpo sem pêlo e recorra de imediato ao médico.

Queimadura numa zona extensa do corpo:

– deitar a vítima num tapete ou lençol de modo a que a zona queimada não contacte com o chão;

– retirar relógios, anéis, roupa ou sapatos antes da zona inchar;

– retirar a roupa molhada pelo líquido fervente logo que arrefeça;

– chamar uma ambulância;

– dar à vítima, caso esteja consciente, goles frequentes de água;

– colocar a vítima, caso esteja inconsciente, em posição lateral de segurança.

Se as roupas pegam fogo:

– deitar a vítima no chão para evitar que as chamas atinjam a cabeça e apagar o fogo com água ou qualquer líquido não inflamável;

– se não houver nenhum líquido perto, envolver a vítima num tapete, cobertor ou casaco (o importante é que não seja sintético) para abafar as chamas;

– se as suas próprias roupas pegarem fogo, embrulhe-se num tapete, cobertor ou casaco (o importante é que não seja sintético) e deite-se no chão.


Publicado por: socorrismo12d | 23 de Abril de 2010

Fotos do 1º Inquérito na escola

   

                              Fig. 1 – 1º Inquérito

                                                                

                                                                                   Fig. 2 – 1º Inquérito (cartaz)

 

                                                                                                                                                      Fig. 3 – Urna das respostas com logótipo

    Fig. 4 – Resultados do 1º Inquérito (cartaz)

  Fig. 5 – Resultados do 1º Inquérito e Panfletos

Publicado por: socorrismo12d | 23 de Abril de 2010

“Uma lição à beira da estrada”

“ Não era suposto que ali estivesse naquele momento, àquela hora. Era mais tarde que o habitual. Luís conduzia ao mesmo tempo que conversava ao telemóvel, de auricular no ouvido. De repente, viu fumo e peças pelo ar e os seus olhos procuraram a origem do estardalhaço, e no mesmo instante viu um camião de transporte de viaturas, com vários carros em cima, num desnorte assustador, raspando em automóveis, destruindo tudo. Subitamente, Luís deixou de conseguir manter a conversa ao telemóvel, começou a gaguejar, a titubear, a não dizer coisa com coisa. «Já te ligo, já te ligo.»

Vários carros pararam, Luís Castro também parou o seu. Perguntou ao condutor de um jipe ao seu lado se estava bem. O homem, atordoado, acenou que sim com a cabeça. Dirigiu-se ao condutor do camião e viu que o homem parecia espreitar para debaixo do seu próprio veículo. Um segundo olhar permitiu-lhe concluir que não. O homem não espreitava. O homem tinha sido projectado e estava ali, de garganta e peito abertos. Havia sangue, muito sangue. Sangue a jorrar como a água jorra de uma mangueira. Luís Castro viu que um ferro também acertara na cabeça do homem, mas preocupou-se, sobretudo, com a garganta. «Estava tudo aberto.»

Luís nem pestanejou. Colocou-o de lado para que não sufocasse no próprio sangue, procurou mantê-lo consciente, ligou para o 112. As pessoas dos outros carros foram-se aproximando, primeiro com genuína vontade de ajudar, depois, ao verem o cenário, afastavam-se uns três ou quatro passos; algumas viravam costas, de mãos na cabeça. Luís ia conversando com o homem, que mal conseguia falar. Quando, do outro lado da linha, o técnico do 112 lhe pede uma descrição da vítima, Luís não soube bem o que fazer. «Por um lado, percebi que era essencial para eles que eu descrevesse o estado do homem, porque só assim poderiam enviar os meios apropriados. Por outro lado, como é que eu ia descrever o péssimo estado em que o homem estava diante dele? Ele não precisava de saber que estava todo rasgado, que tinha a garganta toda aberta… Eu podia afastar-me para falar sem ele ouvir, mas tinha as minhas mãos a taparem o buraco por onde saía imenso sangue. As minhas mãos eram o garrote possível naquele cenário. Se me afastasse durante muito tempo, ele podia esvair-se.»

O dilema durou segundos. Consciente da necessidade de descrever o estado do condutor, Luís afastou-se rapidamente, falou o mais depressa que pôde e voltou numa corrida para tornar a tapar o buraco por onde o homem se extinguia. Enquanto fazia tudo para o salvar, Luís Castro, jornalista, repórter da RTP, ausentava-se. Ele estava ali, mas, ao mesmo tempo, não estava. A sua memória transportou-o para aquele dia, em Angola, em que um soldado morreu mesmo à sua frente, esvaído em sangue, e ele nada pôde fazer para o ajudar. A sua cabeça levou-o para Angola e as suas mãos apertaram com mais força o sítio rasgado. «Eu não podia tornar a passar pelo mesmo. Eu não podia deixá-lo morrer.»

Dessa vez, em reportagem, Luís Castro lamentou nada saber de primeiros socorros, compreendeu a necessidade premente de aprender, ficou sempre a pensar: «E se? E se eu soubesse o que fazer? E se eu tivesse a mínima noção de cuidados primários? Teria conseguido salvar aquele homem, aquele soldado? Teria conseguido resgatar aquela vida em Angola? Percebi que era algo em que eu tinha de investir. Assim que cheguei a Portugal, fui ler muito sobre o assunto. Mais tarde, quando criámos os cursos de repórteres de guerra, eu e o José Carlos Ramalho fizemos uns módulos de primeiros socorros. E aí exercitei tudo aquilo que tinha aprendido na teoria. Acho que toda a gente devia saber o básico. Porque o básico pode ser a diferença entre a vida e a morte. Qualquer um de nós pode assistir não só a um acidente na rua com um desconhecido, mas a um mal-estar súbito de um familiar, a um afogamento, a um ataque cardíaco…e há coisas que se podem fazer rapidamente e que podem mesmo salvar uma vida.»

Com a memória a trazer-lhe flashes de Angola, Luís continuou a manter a vítima consciente e a fechar-lhe a carne com as mãos. Mas o sangue era cada vez mais e o jornalista pediu se alguém lhe trazia um pano para estancar. «Nesse momento, dois motoristas de caterpillars trazem-me um pano todo sujo…preto. Eu agradeci, mas antes estancar o sangue com as minhas mãos do que meter aquele foco de infecção naquela ferida aberta. Nisto, chegou uma senhora que disse: «Eu não sou médica mas já trabalhei para o INEM.» Foi então que conseguimos saber de onde ele era, conseguimos o número de telefone do patrão, ligámos-lhe e ele foi sempre impecável.» O homem que se esvaía só balbuciava: «Antes tivesse morrido. Antes tivesse morrido.» A consciência do prejuízo que o acidente causara estava a perturbá-lo mais do que o seu próprio estado. Estavam dados os primeiros indícios de que ali se encontrava um bom homem.

Entretanto, chegou também um bombeiro com uma caixa de primeiros socorros. E passado um bocadinho, ouvem-se as sirenes. E aí foi o alívio, a descompressão, a felicidade. «Senti naquele momento que talvez o homem se safasse. Senti que tinha ajudado, que podia realmente ter feito a diferença. E quando a equipa do INEM levantou a maca para o meter na ambulância, vi-o a procurar-me com o olhar. Ele estava tão mal, mas procurou-me e olhou-me nos olhos e eu senti que ele me agradecia.» Luís comove-se. Fica com os olhos brilhantes, prova de que, por muitas guerras que tenha coberto, por muitas tragédias a que já tenha assistido, não perdeu a capacidade de se emocionar. Luís engole em seco e recusa o epíteto de herói: «Não…aquilo não teve nada de heróico ou de corajoso ou de nobre. Foi instintivo, foi chegar e saber que tinha de fazer alguma coisa, foi agir. Ver um cenário daqueles não me choca absolutamente nada. Já vi corpos desmembrados, já vi muito sangue, já vi pessoas a morrerem nas minhas reportagens, e por isso aquilo não me impressionou. Mas compreendo que para a maioria das pessoas seja chocante, seja um cenário impossível de transpor. Algumas pessoas não conseguem ajudar, não podem. Não porque não queiram, mas porque não aguentam aquilo.»

Retirado de: Revista Selecções do Reader’s Digest (Março de 2010) – artigo “Heróis do dia-a-dia – Uma lição à beira da estrada”, Porto Salvo: Selecções do Reader’s Digest

Publicado por: socorrismo12d | 22 de Abril de 2010

Suporte Básico de Vida

Suporte Básico de Vida (SBV)

            A qualquer momento, a qualquer dia, em qualquer local, nos podemos deparar com uma emergência médica e temos de saber como actuar correctamente e o mais rápido possível. Temos de ter consciência de que “as hipóteses de sobrevivência para a vítima variam em função do tempo de intervenção”, que “a chegada de um meio ao local, ainda que muito rápida pode demorar tanto como…6 minutos!” e que ”as hipóteses de sobrevivência da vítima terão caído de 98% para…11% se os elementos que presenciaram a situação não souberem actuar em conformidade.” (todas as citações foram retiradas de : Desconhecido (2000?) – Manual de Suporte Básico de Vida Adulto – Viatura Médica de Emergência e reanimação do Hospital Distrital da Figueira da Foz, EPE.).

            Deste modo, é importante que todos nós sem excepção saibamos o mínimo de SBV, um conjunto de procedimentos bem definidos e com metodologias padronizadas, que tem como objectivo reconhecer as situações de perigo de vida iminente, saber como e quando pedir ajuda e saber iniciar de imediato, sem recurso a qualquer utensílio, manobras que contribuem para a preservação da ventilação (respiração) e da circulação, de modo a manter a vítima viável até que possa ser instituído o tratamento médico adequado e, eventualmente, se restabeleça o normal funcionamento respiratório e cardíaco.

            O sucesso da Reanimação Cardiorespiratória (RCR), efectuada pelos elementos de socorro quando chegam ao local onde se encontra a vítima, está condicionado pelo tempo. Assim, quanto mais cedo se iniciar o SBV, maior a probabilidade de sucesso: “se a falência circulatória durar mais de ¾ minutos provoca lesões cerebrais, que poderão ser irreversíveis.” (in Desconhecido (2000?) – Manual de Suporte Básico de Vida Adulto – Viatura Médica de Emergência e reanimação do Hospital Distrital da Figueira da Foz, EPE.).

                O SBV serve para ganhar tempo enquanto não chega a equipa de socorro, mantendo parte das funções vitais da vítima.

                Etapas:

– avaliação inicial;

– manutenção da via aérea permeável (traqueia desobstruída);

– ventilação com ar expirado (conhecido por respiração boca-a-boca);

– compressões torácicas.

                Elementos (ABC):

– Airway – via aérea;

– Breathing – respiração;

– Circulation – circulação.

                Posicionamento:

– vítima em decúbito dorsal (de costas), no chão ou sobre um plano duro;

– se a vítima estiver em decúbito ventral (de barriga para baixo), deve ser rodada em bloco, isto é, virar a cabeça, pescoço e tronco ao mesmo tempo.

– o reanimador deve posicionar-se junto da vítima de forma a que não se tenha de deslocar muito se for necessário fazer ventilações e compressões.

                 Procedimentos:

           Avaliação

– avaliar condições de segurança;

– avaliar se a vítima responde, batendo-lhe suavemente nos ombros e perguntando-lhe “Está bem? Sente-se bem?”;

– se responder, deixe-a na mesma posição, caso não represente perigo acrescido, tente saber o que se passou, o que lhe dói, se tem ferimentos e se necessário ligue 112;

– se não responder, grite em voz alta por ajuda dizendo “está aqui uma pessoa desmaiada!” e não abandone a vítima, prosseguindo a avaliação.

           Via aérea

– desaperte a roupa à volta do pescoço e exponha o tórax;

– verifique se existem corpos estranhos na boca (comida, próteses dentárias soltas, excreções) e tente retirá-los caso os consiga visualizar;

– coloque a palma da mão na testa da vítima e os dedos indicador e médio da outra mão no bordo do maxilar inferior (queixo) mas apenas na parte óssea, nunca nas partes moles;

– incline a cabeça da vítima para trás e eleve o queixo;

 – verifique se a vítima respira, aproximando o seu ouvido da boca da vítima ao mesmo tempo que olha para o tórax da vítima: VER – se existem movimentos torácicos; OUVIR – se existem ruídos de saída de ar pela boca ou nariz; SENTIR – se há saída de ar pela boca ou nariz da vítima; tudo isto deve ser feito durante 10 segundos;

– em caso de dúvida, haja como se a vítima não ventilasse;

– se a vítima respira normalmente, coloque-a em Posição Lateral de Segurança (PLS), peça ajuda e regresse frequentemente para junto da vítima, voltando a avaliá-la;

– se a vítima não respira normalmente, peça alguém que ligue 112, dizendo o estado em que a vítima se encontra ao pormenor e o local exacto onde se encontra, ou, se estiver sozinho e se for necessário, abandone a vítima de imediato para ligar 112 e regresse logo que possa para junto da vítima para iniciar compressões torácicas.

 Compressões torácicas:

– devem ser feitas em decúbito dorsal, numa superfície rígida e com a cabeça no mesmo plano que o resto do corpo;

– ajoelhe-se junto à vítima;

– coloque a base de uma mão no centro do tórax da vítima e a outra mão sobre esta;

– entrelace os dedos e levanto-os, ficando apenas com a base de uma mão sobre o esterno, sem exercer nenhuma pressão sobre as costelas;

– mantenha os braços esticados e sem flectir os cotovelos, posicione-se de forma a que os seus ombros fiquem perpendiculares ao esterno da vítima;

– pressione verticalmente sobre o esterno, de modo a que este baixe cerca de 4/5 cm;

– alivie a pressão, de modo a que o tórax descomprima totalmente, mas sem deixar de tocar com a mão no esterno;

– repita o movimento de compressão/descompressão de modo a obter uma frequência de 100/min., cerca de 2 compressões por segundo;

            ATENÇÃO:

– o gesto deve ser firme, controlado e executado na vertical;

– os períodos de compressão e descompressão devem ter a mesma duração;

– ao fim de 30 compressões, efectue 2 ventilações.

                  Ventilação com ar expirado:

– assegure-se que a cabeça da vítima permanece em extensão e com o queixo elevado;

– tape o nariz da vítima, pinçando-o com o polegar e o indicador;

– inspire profundamente e coloque os lábios à volta da boca da vítima, certificando~se que não há fuga de ar;

– sopre continuamente para o interior da boca da vítima, observando a expansão do tórax, que deve demorar cerca de 1 segundo;

– afaste a sua boca da da vítima permitindo a saída de ar;

– efectue a segunda ventilação;

            ATENÇÃO:

– se não houver elevação da caixa torácica observe a cavidade oral e retire qualquer obstrução visível e confirme se a permeabilização da via está correcta;

– não efectue mais de 2 ventilações seguidas antes de reiniciar as compressões.

– se houver mais um reanimador presente troquem a cada 2 minutos, demorando o menor tempo possível, de modo a evitar a fadiga;

 – não faça ventilações se não for capaz, não estiver disposto ou exista risco evidente, ficando-se só por compressões torácicas de uma forma contínua.

           As manobras não devem ser interrompidas até que:

– chegue ajuda diferenciada e tome conta da ocorrência;

– a vítima inicie respiração normal;

– o reanimador esteja exausto.

                                           

Publicado por: socorrismo12d | 22 de Abril de 2010

Fracturas

Fracturas

            A fractura ocorre quando um osso se fende ou parte, existindo 3 tipos de fractura: fractura simples, deixa a pele ilesa mas com possibilidade de equimose (negra) forte; fractura exposta, em que o osso é projectado para fora da pele havendo possibilidade de infecção grave por entrada de germes; fractura em ramo verde, frequente nas crianças, que consiste no aparecimento de fissuras no osso quando este se verga sem sofrer propriamente fractura.

           Para saber se realmente é fractura:

– a vítima costuma ouvir ou sentir o osso a fracturar;

– as partes fracturadas, ao roçarem umas nas outras, produzem um ruído característico;

– a vítima pode não conseguir mover a parte lesionada ou ter muitas dores quando o tenta fazer;

– a zona que rodeia a fractura pode ficar sensível ao tacto, inchada ou com equimose;

– o membro pode ficar numa posição anormal ou deformado;

– em caso de dúvida, considere sempre que houve fractura.

               Perante uma fractura nunca:

– desloque a vítima, excepto se estritamente necessário;

– movimente desnecessariamente a parte fracturada.

              Perante uma fractura deve:

– chamar uma ambulância;

– cuidar de qualquer hemorragia externa, perda de consciência ou dificuldade respiratória antes de se preocupar com a fractura em si;

– colocar a vítima numa posição confortável utilizando almofadas ou roupa dobrada;

– se tiver de deslocar a vítima, e se houver tempo, imobilize o membro lesionado.

             Se for uma perna fracturada:

– chamar uma ambulância;

– atar a perna fracturada à outra com lenços de pescoço, gravatas ou panos de modo a sustentar a perna até chegar a ambulância;

– se for no joelho, não tentar endireitá-la à força e deitar a vítima com a perna numa posição confortável, utilizando almofadas ou roupa dobrada.

           Se for um braço fracturado:

– chamar a ambulância;

– sustentar o braço com uma ligadura de suporte, prendendo-o ao tórax;

– nunca utilizar a força para dobrar o braço fracturado.

                                        

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